"Cityscaping" e o modelo celular


O termo "cityscape" é uma tradução da palavra alemã "Stadtschaft", que foi introduzida pelo Professor Glücklich como um termo que descreve um plano ambiental urbano que obedece a um conjunto de regras que podem ser observadas na constituição do plano ambiental natural, a paisagem. O termo inglês é um tanto infeliz porque ele normalmente é traduzido por "Stadtlandschaft", que por sua vez denota a imagem ou visões impressionistas sobre a cidade. Talvez, para que se entenda melhor o termo, seja necessário que o observador se inclua no "cityscape" (plano ambiental urbano) considerando todos os seus sons, cheiros e luzes ao invés de olhar para ella (paisagem) de um certo ponto.

Criar um "cityscape", considerando suas interdependências, é um bom começo. Por exemplo, como se dá o fato de um plano ambiental natural formar-se por se propio em um terreno pequeno? Deixando-o crescer por si mesmo, certas plantas irão nascer, animais e insetos usarão o local como seus habitats e se o homem não interferir logo ter-se-á uma exuberância com muitas formas diferentes de vida. A árvore não retira água de um lugar que está a milhas de distância dela, nem os animais deixam seus excrementos em uma área segregada. Muito ao contrário, como nós todos sabemos, os ciclos da vida e cadeias alimentares podem desenvolver-se infinitamente se não forem perturbadas. Sem remontar à Idade da Pedra mas antes entrando conscientemente no terceiro milênio, o homen deve encontrar uma forma de satisfazer suas interdependências dentro de sua proximidade imediata.




O vilarejo funciona como um corpo de células.




Voltando ao nosso pequeno terreno de plano ambiental natural, nós podemos observar que ele é constituído por muitas pequenas unidades ou células de diferentes tamanhos que vivem em ciclos fechados de vida de uma forma bem eficiente e auto-sustentável. Esta autarquia faz com as células se tornem robustas, podendo ressistir a pressões externas com facilidade. Entretanto, elas ainda dependem de outros fatores com sol, chuva e vento. Assim, células pequenas mas fortes são integradas ainda em estruturas maiores e fortes que, por sua vez, são integradas em inter-relacionamentos ainda maiores. As mesmas regras naturais podem ser encontradas em todas os níveis de vida sobre a Terra.




            

O quarteirão é basedo em células de trabalho semelhantes.




Por que é que tentamos então fazer diferente?




Nós recebemos água ou mesmo a água potável de longe. No Sítio Joaninha por caminhão pipa vindo de uma estação bombadora próxima, que, por sua vez, recebe água de uma estação de tratamento de esgoto próxima, que recebe a água de...e assim por diante. Nós recebemos nossa energia de estações longínquas, mesmo tendo no Sítio Joaninha milhares de metros cúbicos de gás metano, muito vento e sol brilhante quase todos os dias. Nós mandamos nosso esgoto para estações de tratamento afastadas ou então não sabendo como lidar com ele contaminamos nossos poços, como acontece no Sítio Joaninha. A lista poderia ser alongada para abrigar pontos como geração de lixo, agricultura e fertilizantes artificiais até educação não-contextual.



A célula de trabalho é um ciclo metabólico.




O conceito de desenvolvimento sustentável para o Sítio Joaninha tenta mostrar que imitar a natureza não significa retornar ao passado mas antes ser ecologicamente eficiente e econominamente bem sucedido.

O modelo celular permite que um quidadoso processo de desenvolvimento aconteça como a construção do vilarejo passo a passo, célula por célula. As células básicas, como, administração e educação, energia e abastecimento de água devem ser desenvolvidas em primeiro lugar. As casas que precisam ser removidas devido a criação da praça do vilarejo e das área de captação de água, devem primeiramente preencher os vãos ao longo das ruas como proposto. O próximo passo seria a preparação gradual das áreas de retenção aonde célula por célula das casas removidas deve ser reconstruída no local onde estava o antigo chiqueiro no limite oeste do vilarejo.




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    Um agglomerato de células de metabolismo (468 kByte)

    Sitio Joaninha: Um organismo vivo (412 kByte)

    A strutura de uma célula de metabolismo (390 kByte)

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